segunda-feira, 28 de maio de 2012

Feijões Mágicos

Desde os tempos que andava de cueca pelas ruas do interior, lembro que na escola, a primeira aula de botânica da minha vida foi sobre feijões. 

A receita sempre foi muito simples: um potinho ou copinho com um pedaço de algodão molhado e alguns feijões, quando não eram vários (os mais aloprados). E então, eu via o pé de feijão crescer. Um vida de um planta através de uma sementinha bem pequena, um grão.

Os tempos se passaram e eu lembrei dos tempos dos feijões em algodão, mas resolvi seguir adiante e plantar o feijão na terra, algo que se faz comumente em monoculturas de feijão, pra ter uma real noção do desenvolvimento da plantinha. Então o pezinho nasceu, cresceu, deu flores e uma vagem com vários grãos de feijão preto que eu devolvi pro pote onde eram guardados na minha casa.

De uns tempos pra cá, tudo mudou na minha vida. Resolvi viver do jeito que era o meu certo ou quase certo, a minha verdade com a coragem que eu tinha. Beijei, fiquei, namorei, encontrei, perdi, fui atrás de um sonho, conquistei e ainda continuo conquistando, um dias mais, outros dias menos, mas seguindo em frente, às vezes eu apaixonei, às vezes eu lutei intensamente pra desapaixonar, mas só pra tentar encontrar uma nova paixão. Conheci muita gente. Gente boa, gente ruim, conheci grandes amigos, tive experiências inigualáveis, já andei até de viatura, lutando até o último minuto pelo o que eu acho que é correto. Perdi minha virgindade, aos 20 anos e há quem pense que foi tarde, mas eu só acho que foi no momento certo, depois disso fiz sexo bom, outros ruins, fiz loucuras que não imaginava, mas aproveitei bem a minha infância, aliás, continuo aproveitando até hoje.

Adoro quando admiram minha coragem que nem acho que foi muita, mas a diferença é que eu peguei ela e vivi e a maioria deixa escondida. Apenas peguei uma coisa que a minha mãe me ensinou, mesmo com todas as coisas tortas dela, de seguir meu sonho e minha verdade. E assim vai ser, "ao infinito e além".

A verdade é que adoro ser elogiado, mas normalmente acho que estão exagerando demais. Alguns desses elogios eu uso pra mim. E dessa forma criei uma boa auto-estima, tanto que às vezes fico me seduzindo no espelho.

A minha arte será sempre minha. Adoro pintar a parede do meu quarto, cantar durante a aula ou pela rua, entre os que dizem que eu canto bem e os que dizem que eu sou um completo desafinado, mas "os desafinados também têm um coração". Meu ócio criativo é fantástico, fiz meu armário com caixotes, uma horta com garrafa PET. Risquei, rabisquei, escrevi.

No fim, eu plantei do jeito que eu achava que era o certo, plantei 8 grãos e por enquanto apenas 2 prosperaram. 

O que fica ou o que realmente importa é que alguns param em um estágio, mas eu resolvi seguir.

Talvez eu consiga uma vagem...

domingo, 20 de maio de 2012

Estação Primavera


Nos metros atrás
Tava em outra estação
Era um local onde as folhas já queriam cair
Um solavanco
E o trem seguiu

Outro solavanco
Agora de parada
Cachecóis sobre a nuca
Casacos e moletons
Galhos já sem folhas
Entre zero e negativo
Um vento frio e assustador

E lá vem outro solavanco
Barulho nos trilhos
Alto e estridente
Lá vem
Colorido como sempre

Todos sobem
É festa
O calor tá à flor da pele
O botões não querem ser apenas botões
Querem desabrochar

É festa
São muitos balões coloridos
Tem bolhas de sabão também
Dança nas ruas
Canto nos palcos e esquinas

É festa
É primavera
É, é alegria
São só risos
São sorrisos

É festa
É Primavera


sábado, 19 de maio de 2012

Ah se você dissesse...!

E se você dissesse que ama
Eu não acreditaria

Não acreditaria por um momento
Por um momento sequer

Se você dissesse que me ama mais uma vez
Seguida da primeira
Talvez acreditaria
Mas não
Ainda não

A terceira vez é essencial
Se você me dissesse pela terceira vez
Eu pularia
E te beijaria
Até não ter mais forças
Nem fôlego

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Dottô me chamou!

Dottô me chamô
Me chamou pra bebê
Dottô me chamô
Me chamô

Dottô não me chamô
Não me chamô pro bá
Nem chamô pra tomá umas pinga no bá
Qué umas ceva é na praça da alegria
Se bem que isso é quase um bá

Um bejo
Vou bebê
Umas ceva na praça
A Praça que é um bá

terça-feira, 15 de maio de 2012

Sem querer

Perfeito!
Perfeito é não voltar a te ver!

É inevitável!
Te vejo
Reacende...

Melhor seria
Não mais te ver

Nem tinha ideia do tamanho disso
Até te ver pela segunda
Pela terceira
Quarta vez

É...
É melhor não voltar a te ver
Por isso eu queria escolher com o que sonhar...

Sinal...

Culpa, por fazer demais
Por correr demais
Culpa, por fazer de menos
Por não correr atras

O que os dois tem em comum?

Já sei!
Perdem àquele cara bem devagarzinho
Ele passa
Nem é possível alcançar

O perfeito (ou não) seria o meio-termo

Faço de menos
Vejo ele escapar pelos meus dedos
Escapa pelas minhas lágrimas...

Mas talvez
Seja melhor assim
Talvez seja um sinal...

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Um sorriso!

Um sorriso pode fazer um momento melhor?
Um sorriso que perdura por séculos?
Que faz feliz só em lembrar...?
Que causa sensações inexplicáveis?
Sim ou com certeza?

Ah, que coisa mais boa isso!

Que bom poder ver
Sentir
Nem tenho por que pedir mais
Já tenho aqui comigo
Bem guardado e seguro
Doce e gostoso...
Meu sorriso!


domingo, 13 de maio de 2012

Sensação!


Sabe aquela sensação boa que fica?
Que te consome por dentro?
Àquela que te faz transpirar de felicidade
Se não tivesse tão frio?

Sim, tô sentindo...
Um orgasmo musical

Todas as músicas foram cantadas com o coração
Coração a mil
Mil por hora?
Mil por segundo!

Fecho os olhos
E ainda posso sentir cada momento
Cada lágrima não caída
E cada lágrima que me fez mais feliz meu rosto



Obrigado Los Hermanos, foi surreal!

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Có-có-có-ri-có!

Có-có-có-ri-có!
Có-có-có-ri-có!
Có-có-có-ri-có!

Bate a hora no relógio
Tô na cama
Tô em casa
Tô atrasado
Saí...

Có-có-có-ri-có!
Có-có-có-ri-có!
Có-có-có-ri-có!

Acordei
Me vesti
O galo tava no 12
O outro tava no 7
Atrasado de verdade

Liguei
- Tô doente
- É... Febre...

Có-có-có-ri-có!
Có-có-có-ri-có!
Có-có-có-ri-có!

Agora acordei
Não era mais sonho
O galo tava no 12
O outro no 7
Tava escuro
Dormi
Puto da vida

(Des)Gostância!


Eu gosto de invertebrados, gosto de comer (amo!), gosto até mais que sexo, só um pouco a mais! Gosto de panela com tampa e não gosto de panela de pressão, morro de medo... Gosto da lua, gosto do frio, gosto tinta, gosto de meias, desgosto dos sapatos, gosto dos homens e também das mulheres, gosto de fazer xixi, mas prefiro mijar..., gosto da Europa sem nunca ter visitado, pelo menos não nessa vida. "Eu gosto dos que tem fome, dos que morrem de vontade...", eu gosto dessa música, mesmo sem entendê-la. Gosto de verduras e também de legumes, gosto de perfume, mas desgosto dos doces e florais. Gosto de incenso. Desgosto dos babacas. Gosto de fumar, mas quero parar. Gosto de beber e ainda não pensei muito em parar. Gosto de filmes. Eu gosto dos gentis, gosto de fogueira, gosto de fogos de artifício, desgosto do meu corpo, desgosto do padrão, mesmo que ele esteja entranhado na minha mente. Desgosto do calor. Desgosto de televisão, só que não. Gosto de ter, desgosto de perder. Gosto e desgosto da saudade, assim como de amar. Gosto do reciclável, gosto de reciclar. Gosto da vaidade. Desgosto desse Deus mal. Gosto do sacrifício. Gosto da palavra sacrilégio. Desgosto do preconceito. Gosto das rugas. Gosto tanto de sorrisos...Gosto das rugas provocadas por rostos sorridentes. Gosto de sobrancelhas, principalmente as bem grossas. Desgosto das monocelhas. Gosto do vai, gosto do vem. Desgosto de sexo com diálogos e também de monólogos. Gosto de teatro, gosto do sensível, desgosto que me vejam chorar, mesmo que chore com muita frequência. Gosto de ser de Câncer, gosto de um trópico em minha homenagem, gosto de ménage, mesmo sem nunca ter participado. Gosto de capricornianos, sagitarianos, leonino... Desgosto com todas as forças dos taurinos, salvo raras exceções. Gosto de viagens e também de aviões, assim como de voar. Desgosto de moscas e carapanãs. Aprendi a gostar das baratas, das rãs, das aranhas. Gosto da noite, mas gosto mesmo da madrugada. Gosto de escrever, sem pressão. Gosto de pensar na fama. Gosto de pensar em escrever um livro. Gosto de pensar... mas não muito, é enlouquecedor. Gosto de conhecer. Gosto e desgosto da decepção, as vezes se torna bastante engraçada. Desgosto dos sisos, são inúteis, mas ainda estamos no meio da evolução. Gosto de me achar bonito. Gosto tanto de Belém, desgosto tanto da falta de perspectiva que ela tem. Gosto de cultura, gosto de música, de cinema. Desgosto de quem se acha superior. Gosto do que convêm, mas adoro gostar do que não convêm gostar. Desgosto de gostar e gosto de desgostar...